quarta-feira, 21 de abril de 2010

Calígula

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Dados da obra

Escrito por Allan Massie(1938-)

Publicado em 2004

Literatura  Inglesa

Dados desta edição

Editora Ediouro, 2005, 276 págs.

Tradução de Beatriz Horta

Sobre o autor

Allan Massie Allan Massie (Cingapura, 19 de outubro de 1938). Historiador, jornalista e escritor britânico. Cresceu em Aberdeenshire na Escócia e foi educado na Inglaterra estudando em Glenalmond e no Trinity College, em Cambridge, onde se formou e passou a lecionar História. Também morou e lecionou durante vários anos na Itália. Atualmente é resenhista-chefe do The Scotsman, colunista do Daily Telegraph e do Spectator, membro da Real Sociedade de Literatura e juiz do Prémio Man Booker. Autor prolífico, já publicou mais de 30 livros, incluindo 19 novelas, destacando-se especialmente pela popularidade alcançada por seus romances históricos. Um grande admirador de Sir Walter Scott e do russo Andreï Makini, Massie mora com sua esposa Allison e seus três filhos na cidade de Selkirk, na fronteira escocesa, onde vive há 25 anos.

Sinopse

Gaio Júlio César Germânico, o Calígula, é considerado pelos historiadores um dos mais cruéis, sangrentos e autoritários imperadores romanos. Tinha menos de 25 anos quando se tornou imperador, sem nunca ter servido no exército ou assumido um cargo público. Seu reinado foi breve e marcado pela instabilidade mental, com relatos de orgias e devassidão sexual, delírios de loucura e grandeza.

Nesta biografia romanceada, o autor questiona a versão da maioria dos historiadores e filósofos a respeito desse personagem símbolo da decadência romana.

Quem ousaria ignorar um pedido de Agripina, mãe do pequeno Nero? Lucius, oficial do estado-maior de Germânico e Tibério, temido e invejado por ter tido a honra de privar da intimidade de dois dos imperadores romanos, acatou aquele pedido como uma ordem: escrever a biografia do falecido Gaio, imperador-comandante do Império Romano, que em apenas quatro anos de governo reuniu mais poderes do que Júlio César.

Mas seria possível contar a história do imprevisível, louco, devasso, cruel e sedutor Gaio sem desnudar a história de Roma e da família imperial? Esse é o fio condutor de mais um romance histórico escrito por Allan Massie, sem dúvida um especialista na história de Roma e de seus senhores.

Depois de Augusto, César, Antônio, Tibério e Nero, é a vez de Calígula - "(...) o homem mais solitário do mundo (...) tão perdido a ponto de se achar um deus - ele, que não dominava nem a própria cabeça (...)."

Narrado em forma de biografia romanceada, o livro apresenta personagens e fatos reais. Combinando conhecimento histórico com uma fértil imaginação, o autor questiona a versão da maioria dos historiadores e filósofos a respeito desse personagem símbolo da decadência romana. Afinal, no que se transformara a capital do Império senão num retrato de seus governantes? Será que Calígula realmente enlouqueceu ou, ao contrário, provou sua sanidade mental expondo o inferno que era Roma? "Gaio era apenas a manifestação radical da doença que atinge todos nós (...) uma geração mergulhada no vício e prestes a dar origem a uma prole ainda mais vil."

O império, que se estendia do Reno aos desertos da África, devorou a República e se tornou um lugar abandonado pelos deuses, onde o dinheiro corrompeu a política e a cobiça, a violência, a corrupção, a desordem e a desonra imperavam. Você já ouviu falar em algum lugar assim?

Calígula. Um retrato fascinante do mundo romano escrito por um dos melhores romancistas da atualidade.

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