domingo, 19 de janeiro de 2020
As Brasas
sábado, 22 de outubro de 2011
O Velho e o Mar
Dados da obra
Escrito por Ernest Hemingway (1899-1961)
Publicado em 1952
Literatura norte-americana
Dados desta edição
Editora Bertrand Brasil, 2004, 128 págs.
Tradução de Fernando de Castro Ferro
Sobre o autor
Hemingway era parte da comunidade de escritores expatriados em Paris, conhecida como "geração perdida", nome inventado e popularizado por Gertrude Stein. Levando uma vida turbulenta, Hemingway casou-se quatro vezes, além de vários relacionamentos românticos.
A vida e a obra de Hemingway tem intensa relação com a Espanha, país onde viveu por quatro anos. Uma breve passagem, mas marcante para um escritor americano que estabeleceu uma relação emotiva e ideológica com os espanhóis. Em Pamplona, meados do século XX, fascinado pelas touradas, a ponto de tornar-se um toureiro amador, transporta essa experiência para dois livros: O Sol Também Se Levanta (1926) e Por Quem os Sinos Dobram (1940). Ao cobrir a Guerra Civil (1937) – como jornalista do North American Newspaper Alliance, não hesitou em se aliar às forças republicanas contra o fascismo. Em 1952 publica "O Velho e o Mar", com o qual ganhou o prêmio Pulitzer (1953), considerada a sua obra-prima. Hemingway recebeu o Nobel de Literatura de 1954.
Ao longo da vida do escritor, o tema suicídio aparece em escritos, cartas e conversas com muita frequência. Seu pai suicidou-se em 1929 por problemas de saúde e financeiros. Sua mãe, Grace, dona de casa e professora de canto e ópera, o atormentava com a sua personalidade dominadora. Ela enviou-lhe pelo correio a pistola com a qual o seu pai havia se matado. O escritor, atônito, não sabia se ela queria que ele repetisse o ato do pai ou que guardasse a arma como lembrança. A vida inteira jogou com a morte, até que, na manhã de 2 de julho de 1961, em Ketchum, Idaho, tomou do fuzil de caça e disparou contra si mesmo.
Sinopse
O Velho e o Mar, uma obra-prima do nosso tempo. Essa é a história de um homem que convive com a solidão do alto-mar, com seus sonhos e pensamentos, sua luta pela sobrevivência e sua inabalável confiança na vida.
Depois de passar quase três meses sem fisgar um peixe, escarnecido pelos colegas de profissão, o velho Santiago enfrenta o alto-mar, sozinho, em seu pequeno barco. Quer provar aos outros e a si mesmo que ainda é um bom pescador. É em completa solidão que ele travará uma luta de três dias com um peixe imenso, um animal quase mitológico, que lembra um ancestral literário, a baleia Moby Dick. À medida que o combate se desenvolve, o leitor vai embarcando no monólogo interior de Santiago, em suas dúvidas, sua angústia, sentindo os músculos retesados, a boca salgada e com gosto de carne crua, as mãos úmidas de sangue. Por fim o peixe se dobra à força do pescador. Mas a vitória não será completa - surgem os tubarões...
Escrito num estilo ágil e nervoso, máxima depuração da prosa jornalística do autor, o livro explora os limites da capacidade humana diante de uma natureza voraz, onde todos os elementos estão permanentemente em luta, numa autodevoração sem fim.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Amor Sem Limites
Dados da obra
Escrito por Robert A. Heinlein (1907-1988)
Publicado em 1973
Literatura norte-americana
Dados desta edição
Editora Record, 1973, 642 págs.
Tradução de Marina Leão Teixeira Viriato de Medeiros
Sobre o autor
Robert Anson Heinlein (Butler, Missouri, EUA, 7 de julho de 1907 — Carmel, Califórnia, EUA, 8 de maio de 1988) foi um grande mestre da ficção científica e o primeiro escritor deste gênero a viver exclusivamente da sua obra literária.
Formado pela Academia Naval de Annapolis seu grande sonho era servir a Marinha dos Estados Unidos, profissão que exerceu até 1934 quando foi reformado após contrair tuberculose, ao sair da marinha estudou física e matemática na Universidade da Califórnia e trabalhou em vários ramos: arquitetura, política, corretagem de imóveis e mineração.
Desde jovem apreciava astronomia e era leitor assíduo de ficção científica, em 1938 transpôs para o papel seus conhecimentos, iniciando sua brilhante carreira literária. Ganhou quatro vezes o Prêmio Hugo.
Sinopse
O maior e o mais ambicioso trabalho de Heinlein, o livro narra a história de um homem tão apaixonado pela Vida que se recusa a parar de vivê-la; e tão apaixonado com o Tempo que se torna seu próprio ancestral.
Lazarus Long, personagem central desta história, é o representante mais velho da raça humana: ele tem mais de 2.300 anos de idade! Nascido em 11 de novembro de 1890 submete-se a vários rejuvenescimentos, vive diversas vidas sob nomes diferentes, de cada uma das quais faz a sua crônica.
No ano de 4272 as pessoas têm a grande preocupação de conhecerem a origem de suas famílias. Apesar das fabulosas conquistas da ciência e da tecnologia, o homem continua obcecado pela própria identidade e pelo conhecimento do seu passado. Acha-se que qualquer pessoa física ou jurídica sem tradição, sem história, estará meio condenada à destruição pelo trauma que tal situação implica.
É imenso o progresso material do mundo em 4272, mas a civilização regrediu, porque o avanço da genética e o advento da implantação de clones fazem com que a moral convencional sofra uma profunda reviravolta, alterando conceitos firmemente gravados na consciência humana desde os seus primórdios. O incesto deixa de ser imoral, graças à impossibilidade da procriação de descendentes defeituosos garantida pela ciência, como prova o amor tórrido de Ted Bronson, de fazer inveja a Sófocles... A busca do hedonismo é avassaladora. O homem torna-se um animal na verdadeira acepção da palavra, assegurando sua longevidade pelo acasalamento consangüíneo de exemplares selecionados. Tal como o gado e os animais de laboratório.
Este é o extraordinário tema da mais recente e ambiciosa obra de um grande mestre da ficção científica, AMOR SEM LIMITES, como o classificou a crítica americana, "é um romance completo, extremamente rico em detalhes".
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Calígula
Dados da obra
Escrito por Allan Massie(1938-)
Publicado em 2004
Literatura Inglesa
Dados desta edição
Editora Ediouro, 2005, 276 págs.
Tradução de Beatriz Horta
Sobre o autor
Allan Massie (Cingapura, 19 de outubro de 1938). Historiador, jornalista e escritor britânico. Cresceu em Aberdeenshire na Escócia e foi educado na Inglaterra estudando em Glenalmond e no Trinity College, em Cambridge, onde se formou e passou a lecionar História. Também morou e lecionou durante vários anos na Itália. Atualmente é resenhista-chefe do The Scotsman, colunista do Daily Telegraph e do Spectator, membro da Real Sociedade de Literatura e juiz do Prémio Man Booker. Autor prolífico, já publicou mais de 30 livros, incluindo 19 novelas, destacando-se especialmente pela popularidade alcançada por seus romances históricos. Um grande admirador de Sir Walter Scott e do russo Andreï Makini, Massie mora com sua esposa Allison e seus três filhos na cidade de Selkirk, na fronteira escocesa, onde vive há 25 anos.
Sinopse
Gaio Júlio César Germânico, o Calígula, é considerado pelos historiadores um dos mais cruéis, sangrentos e autoritários imperadores romanos. Tinha menos de 25 anos quando se tornou imperador, sem nunca ter servido no exército ou assumido um cargo público. Seu reinado foi breve e marcado pela instabilidade mental, com relatos de orgias e devassidão sexual, delírios de loucura e grandeza.
Nesta biografia romanceada, o autor questiona a versão da maioria dos historiadores e filósofos a respeito desse personagem símbolo da decadência romana.
Quem ousaria ignorar um pedido de Agripina, mãe do pequeno Nero? Lucius, oficial do estado-maior de Germânico e Tibério, temido e invejado por ter tido a honra de privar da intimidade de dois dos imperadores romanos, acatou aquele pedido como uma ordem: escrever a biografia do falecido Gaio, imperador-comandante do Império Romano, que em apenas quatro anos de governo reuniu mais poderes do que Júlio César.
Mas seria possível contar a história do imprevisível, louco, devasso, cruel e sedutor Gaio sem desnudar a história de Roma e da família imperial? Esse é o fio condutor de mais um romance histórico escrito por Allan Massie, sem dúvida um especialista na história de Roma e de seus senhores.
Depois de Augusto, César, Antônio, Tibério e Nero, é a vez de Calígula - "(...) o homem mais solitário do mundo (...) tão perdido a ponto de se achar um deus - ele, que não dominava nem a própria cabeça (...)."
Narrado em forma de biografia romanceada, o livro apresenta personagens e fatos reais. Combinando conhecimento histórico com uma fértil imaginação, o autor questiona a versão da maioria dos historiadores e filósofos a respeito desse personagem símbolo da decadência romana. Afinal, no que se transformara a capital do Império senão num retrato de seus governantes? Será que Calígula realmente enlouqueceu ou, ao contrário, provou sua sanidade mental expondo o inferno que era Roma? "Gaio era apenas a manifestação radical da doença que atinge todos nós (...) uma geração mergulhada no vício e prestes a dar origem a uma prole ainda mais vil."
O império, que se estendia do Reno aos desertos da África, devorou a República e se tornou um lugar abandonado pelos deuses, onde o dinheiro corrompeu a política e a cobiça, a violência, a corrupção, a desordem e a desonra imperavam. Você já ouviu falar em algum lugar assim?
Calígula. Um retrato fascinante do mundo romano escrito por um dos melhores romancistas da atualidade.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Se Houver Amanhã
Dados da obra
Escrito por Sidney Sheldon (1917-2007)
Publicado em 1985
Literatura Americana
Dados desta edição
Editora Record, 1986, 402 págs.
Tradução de A. B. Pinheiro de Lemos
Sobre o autor
Sidney Sheldon (Chicago, 11 de Fevereiro de 1917 — Los Angeles, 30 de Janeiro de 2007) foi um novelista e roteirista estadunidense.
Nascido Sidney Schechtel, de pai judeu alemão e mãe judia russa, iniciou sua carreira em Hollywood como revisor de roteiros em 1937 além de colaborar em inúmeros filmes de segunda linha. Preferiu trabalhar no cinema do que na literatura por não julgar-se capaz de escrever um livro. Entrou para o Army Air Cops (Unidade do Exercito que compreende quase toda a aviação, e que se tornou parte da Força Aérea em 1947) durante a Segunda Guerra Mundial mas não chegou a servir por causa de uma hérnia de disco. Sheldon retornou à vida civil e começou a escrever musicais para a Broadway além de roteiros para a MGM e Paramount Pictures. Foi o criador da série televisiva Jeannie é um Gênio e Casal 20.
Em 1969, Sidney Sheldon lançou seu primeiro romance, A Outra Face (título original: The Naked Face), e a partir daí escreveu vários títulos de sucesso.
Sidney Sheldon vendeu mais de 300 milhões de livros em todo o mundo. É o único escritor que recebeu quatro dos mais cobiçados prêmios da indústria cultural americana: o Oscar (cinema), o Emmy (tv), o Tony (teatro) e o Edgar (literatura) de suspense. É atualmente o autor mais traduzido em todo o planeta, cujos romances foram vendidos em 51 idiomas e distribuídos em 180 países.
Mesmo não sendo um escritor elogiado pelos críticos, Sheldon se orgulhava da autenticidade das suas obras, uma vez que essas eram escritas segundo experiências vividas pelo autor.
Sheldon, um dos escritores mais produtivos da literatura americana contemporânea, morreu no dia 30 de janeiro de 2007, em Los Angeles, aos 89 anos, devido a complicações causadas por uma pneumonia.
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Sidney_Sheldon
Sinopse
Crimes perfeitos, como o roubo de um quadro de Goya do Museu do prado, são um desafio pára Tracy Whitney. Mas ela não é uma ladra qualquer: para vingar-se dos homens que a colocaram injustamente na prisão, Tracy torna-se uma especialista em aplicar golpes em empresários inescrupulosos. De Nova Orleans a Londres, passando por Paris, Biarritz, Madri e Amsterdam, ela desafia a Interpol com uma série de ações ousadas, tendo como rival apenas Jeff Stevens, um irresistível trambiqueiro.
sábado, 17 de abril de 2010
O Livro do Riso e do Esquecimento
Dados da obra
Escrito por Milan Kundera(1929- )
Publicado em 1978
Literatura Tcheca
Dados desta edição
Editora Nova Fronteira, 1987, 254 págs.
Tradução da edição francesa
Tradução de Teresa Bulhões Carvalho da Fonseca
Sobre o autor
Milan Kundera (1 de abril de 1929, Brno, Tchecoslováquia) foi membro do partido comunista e envolveu-se, assim como outros artistas, na Primavera de Praga de 1968. Seus livros foram proibidos de serem publicados em seu país , apenas em 2006 foi lançado na República Tcheca o seu livro mais famoso - “A Insustentável Leveza do Ser”. Vive na França desde 1975, tornando-se cidadão francês em 1980.
Sinopse
O livro do riso e do esquecimento é uma narrativa entrecortada de erotismo e imagens oníricas. Em sete partes aparentemente autônomas o autor lança um olhar agudo e amargo sobre o cotidiano da República Tcheca após a invasão russa de 1968: as desilusões da juventude, a desorientação dos intelectuais, a prepotência dos líderes políticos, tudo converge para o esquecimento, imposto ou voluntário, individual ou coletivo.
Como em A insustentável leveza do ser, Kundera articula de forma admirável, muitas vezes invisível, o destino individual dos personagens e o destino coletivo de um povo, a vida ordinária de pessoas comuns e a vida extraordinária da História.
domingo, 18 de outubro de 2009
Viagem ao Centro da Terra
Dados da obra
Escrito por Júlio Verne (1828-1905)
Publicado em 1864
Literatura francesa
Dados desta edição
Editora RBA, 2003, 267 págs.
Coleção Biblioteca Júlio Verne
Sinopse
No ano de 1863, pleno século XIX, o Dr. Lidenbrock, professor e geólogo alemão, depois de ter encontrado um manuscrito, escrito em código, de um antigo alquimista islandês do século XVI, e de o ter decifrado, descobriu que este foi ao centro da Terra.
Querendo também realizar tal feito “impossível”, ele e o seu sobrinho Axel, partiram para a Islândia com o intuito de penetrar no interior da crosta terrestre e chegar ao centro da Terra, como vinha referido no misterioso manuscrito, a entrada para o interior da Terra era feita a partir de uma cratera de um vulcão na região ocidental da ilha da Islândia, o Sneffels.
Depois de chegada à Islândia, o Dr. Lidenbrock contratou um caçador islandês, Hans, para servir de guia até ao vulcão e de ajudante na sua longa jornada no interior da Terra. Já abaixo da superfície terrestre, estes três homens desceram corredores e galerias, passando por vários obstáculos e peripécias, como por exemplo falta de água, andaram perdidos, Axel perdeu-se do grupo, entre outras... Até que chegaram a uma galeria de dimensões colossais que continha no seu interior um oceano, ilhas, nuvens, e até mesmo luz, gerada por um fenômeno elétrico desconhecido.
Para além destas características ainda possuía outra, mais chocante, existia vida naquele mundo paralelo ao mundo superficial, vida que na superfície era considerada já extinta há muitos milhares de anos, que ia desde dinossauros ao homem das cavernas.
Tudo isto a milhares de metros de profundidade, os três exploradores tiveram de construir uma jangada para viajar naquele oceano que parecia não ter fim. Resistiram a uma tempestade de vários dias que os levou à margem oposta do oceano, onde encontraram a passagem para o centro da Terra, mas estava bloqueada por um desabamento de terras recente. Hans colocou pólvora em torno da passagem e explodiu com o obstáculo, mas essa explosão foi de tal ordem que fez com que a jangada onde os três estavam fosse puxada para uma chaminé de um vulcão, em consequência de uma erupção foram expelidos para a superfície terrestre.
Quando estabeleceram contato com os habitantes locais, descobriram que tinham saído no vulcão Stromboli, localizado a norte da Sicília. Ou seja, percorreram mais de cinco mil quilômetros nesse mundo paralelo.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
O Livro das Religiões
Dados da obra
Escrito por Jostein Gaarder, Henry Notaker e Victor Hellern
Literatura norueguesa
Dados desta edição
Editora Companhia das Letras, 320 págs.
Tradução de Isa Mara Lando
Sobre o autor
Jostein Gaarder nasceu em 1952, na Noruega. Estudou filosofia, teologia e literatura, e foi professor durante dez anos. Estreou como escritor em 1986, tornando-se logo um dos autores de maior destaque em seu país. A partir de 1991, ganhou projeção internacional com O Mundo de Sofia, já traduzido para 42 línguas. Mora em Oslo, com a mulher e dois filhos.
Sinopse
O autor de O mundo de Sofia mergulha neste livro no universo complexo e contraditório das religiões. Juntamente com o jornalista Henry Notaker e o professor Victor Hellern, ele investiga todas as formas de religiosidade, expondo suas semelhanças e diferenças, define e contextualiza religiões, apresenta deuses desconhecidos e oferece ao leitor a possibilidade de conhecer um mundo em que não faltam demonstrações de sabedoria, fé e, claro, muitos conflitos.
Cada uma a seu modo, todas as religiões exaltam valores como compaixão, fraternidade e honestidade, ao mesmo tempo em que expõem as fragilidades e contradições da natureza humana. Dos diversos conflitos que marcam as disputas religiosas no mundo à reafirmação da pluralidade de crenças, neste livro o escritor norueguês propicia um contato intelectual esclarecido e generoso em relação a um dos pilares da vida da humanidade. E isso mesmo quando mostra o ponto de vista de pessoas que não têm religião - como os ateus, os agnósticos, os materialistas, os racionalistas convictos, os marxistas e os humanistas radicais.
Com simplicidade e erudição, O livro das religiões descreve as características e a base de cada fé, e mostra também um abrangente quadro de referência das interrogações e angústias espirituais não-religiosas. Para complementar, a edição brasileira - a segunda no mundo, após a publicação original na Noruega - conta ainda com um apêndice sobre as religiões no Brasil, elaborado pelo cientista social Antônio Flávio Pierucci.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
O Dia do Curinga
Dados da obra
Escrito por Jostein Gaarder (1952 - )
Literatura norueguesa
Dados desta edição
Editora Companhia das Letras, 384 págs.
Tradução de João Azenha Jr.
Sobre o autor
Jostein Gaarder nasceu em 1952, na Noruega. Estudou filosofia, teologia e literatura, e foi professor durante dez anos. Estreou como escritor em 1986, tornando-se logo um dos autores de maior destaque em seu país. A partir de 1991, ganhou projeção internacional com O Mundo de Sofia, já traduzido para 42 línguas. Mora em Oslo, com a mulher e dois filhos.
Sinopse
"Você já pensou que num baralho existem muitas cartas de copas e de ouros, outras tantas de espadas e de paus, mas que existe apenas um curinga?", pergunta à sua mãe certa vez a jovem protagonista de O mundo de Sofia.
Esse é o ponto de partida deste outro livro de Jostein Gaarder, a história de um garoto chamado Hans-Thomas e seu pai, que cruzam a Europa, da Noruega à Grécia, à procura da mulher que os deixou oito anos antes. No meio da viagem, um livro misterioso desencadeia uma narrativa paralela, em que mitos gregos, maldições de família, náufragos e cartas de baralho que ganham vida transformam a viagem de Hans-Thomas numa autêntica iniciação à busca do conhecimento - ou à filosofia.
O dia do curinga é a história de muitas viagens fantásticas que se entrelaçam numa viagem única e ainda mais fantástica - e que só pode ser feita por um grande aventureiro: o leitor.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Sua Resposta Vale Um Bilhão
Dados da obra
Escrito por Vikas Swarup
Literatura indiana
Dados desta edição
Editora Companhia das Letras, 344 págs.
Tradução de Paulo Henriques Britto
Sobre o autor
Vikas Swarup é diplomata de carreira. Já serviu na Turquia, nos Estados Unidos, na Etiópia e na Grã-Bretanha. Atualmente serve no Ministério das Relações Exteriores da Índia, em Nova Delhi. Sua resposta vale um bilhão já foi traduzido para vários idiomas, inclusive francês, alemão e russo, e já foi transformado em filme.
Sinopse
Sua resposta vale um bilhão, romance de estréia do diplomata indiano Vikas Swarup, é uma narrativa à maneira das Mil e uma noites, com uma história central em que um personagem conta histórias para outro.
O contador de histórias aqui é Ram Mohammad Thomas, um garçom de dezoito anos que ganhou um bilhão de rupias - o maior prêmio de todos os tempos - num programa televisivo de perguntas e respostas.
Os organizadores do concurso, inadimplentes, se recusam a pagar o prêmio. Alegam que um garoto inculto como Ram não poderia conhecer as respostas, e o entregam à polícia para que ele seja torturado e confesse a fraude. Salvo por uma advogada, Ram terá de contar a ela a história de sua vida.
Cada episódio explica como ele ficou sabendo coisas como o significado da inscrição "INRI", que aparece nos crucifixos, e qual a maior condecoração por bravura concedida pelas forças armadas indianas. Unificadas pela presença do protagonista, herói picaresco que sempre acaba se saindo bem, graças a uma combinação de esperteza e sorte, as narrativas são ora cômicas, ora trágicas e apresentam um rico panorama da Índia contemporânea, onde passado e presente, miséria e opulência, religiosidade e comercialismo, ternura e violência se misturam.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
A Grande Arte
Dados da obra
Escrito por Rubem Fonseca (1925 - )
Literatura brasileira
Dados desta edição
Editora Companhia das Letras, 304 págs.
Sobre o autor
Rubem Fonseca nasceu em Juiz de Fora, em 1925, e mora no Rio de Janeiro desde os oito anos de idade. É romancista, contista e roteirista de cinema. Já publicou diversas obras no Brasil e no exterior. Em 2003 recebeu, pelo conjunto de sua obra, o prêmio Camões e o prêmio de literatura latino-americana e do Caribe Juan Rulfo. Acredita, como Joseph Brodsky, que a verdadeira biografia de um escritor está nos seus livros.
Sinopse
Apenas a letra P, traçada a ponta de faca no rosto de uma prostituta assassinada. "Não haveria impressões digitais, testemunhas, quaisquer indícios que o identificassem. Apenas sua caligrafia."
Para decifrar essa escrita perversa, o advogado Mandrake - um dos grandes personagens da nossa literatura contemporânea - lança-se em uma frenética aventura pelo lado sombrio da metrópole, enquanto, de mão em mão, as facas cumprem sua faina silenciosa e mortal.
A grande arte, publicado originalmente no final de 1983, permaneceu durante meses na lista dos livros mais vendidos do Brasil. A crítica, que já tinha os contos de Rubem Fonseca em alta consideração, acolheu o romance com entusiasmo, tanto no Brasil como no exterior. A grande arte virou filme de Walter Salles em 1991, com roteiro baseado no romance de Rubem Fonseca.
"A ficção latino-americana tem se mostrado capaz de combinar sem nenhuma dificuldade o inteligente com o popular. A grande arte prende o leitor porque os seus elementos parodísticos dão realce, em vez de depreciar, ao seu lado sensacionalista, tornando o livro refinado e superior. [...] Uma improvisação valiosa, mesmo em tradução."- David Sexton, The Independent
"A grande arte é um empolgante policial e um ótimo romance - obrigatório."- Sérgio Augusto, Folha de S.Paulo
domingo, 4 de outubro de 2009
Tai Pan
Dados da Obra
Escrito por James Clavell (1924 – 1994)
Publicado em 1966
Literatura americana
Dados desta edição
Editora Record, 740 págs.
Tradução de Sônia Coutinho
Sobre o autor
Charles Edmund Dumaresq Clavell (Sydney, Austrália, 10 de outubro de 1924 - Vevey, Suíça, 7 de setembro de 1994) nasceu na Austrália, mas foi criado na Inglaterra e naturalizado americano, foi escritor e diretor de cinema.
Durante a segunda guerra mundial serviu a Real Artilharia Britânica, foi capturado em 1942 pelos japonese na ilha de Java e internado no campo de prisioneiros de Changi em Cingapura, fato que influenciou toda a sua obra.
Dirigiu filmes famosos como “Ao Mestre, Com Carinho” de 1967 com Sidney Poitier e “A Mosca da Cabeça Branca” de 1958, refilmado como “A Mosca” na década de 80.
Escreveu seis romances durante a sua carreira:
Changi (King Rat), 1962
Tai Pan, 1966
Xógum (Shogun), 1975
Casa Nobre (Noble House), 1981
Turbilhão (Whirlwind), 1986
Gai Jin, 1993
Sinopse
Trata da tomada da ilha e formação do porto de Hong Kong pelos ingleses.
O herói, Dirk Struan e seu digno anti-herói Tyler Brock, são dois exemplos de determinação, armadores e negociantes ocupam-se tanto com seus como com os interesses econômicos da coroa inglesa nesta época (janeiro de 1841).
Ambos são duros e experientes homens do mar, proprietários de navios mercantes, ópio principalmente e outras mercadorias da china para o mundo e do mundo para a china, em uma época de mercenários e outros perigos ambos tem barcos bem armados e bem tripulados e no desenrolar do livro tanto se envolvem politicamente como pessoalmente em escaramuças entre china e Inglaterra.
A capacidade de reação de Dirk as mais variadas situações, desde envolvimento em guerras, envolvimento com os políticos ingleses e tríades chinesas, que se fazem necessárias a sobrevivência e crescimento da casa nobre, passando por seu respeitoso ódio mortal por seu maior inimigo, Tyler e seu relacionamento com o filho que oriundo da sociedade inglesa choca-se com as posturas de seu pai que entre outras coisas tem como assassino e adultero até o momento em que descobre que eles são na realidade iguais.
O autor morou efetivamente na china por longo período, o que lhe permite dar um realismo impressionante a sociedade chinesa da época, que apesar de exclusivista aceita e respeita o Tai pan como fantástico ser humano que é.
O comportamento de Dirk se adequa a vida de qualquer empresário tal qual um arte da guerra, com coragem honra e astucia, ele envolve todos a seu redor de forma a que suas vontades e necessidades sempre prevaleçam de uma forma ou de outra, tanto que seu filho vem a tornar-se o tai pan da casa nobre para continuação da saga.
Enfim um livro emocionante que conduz o leitor a participar das suas batalhas navais, politicas e pessoais de tal forma que ao final dos escritos muitos leitores certamente o lerão mais uma vez; no mínimo!
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Mar Sem Fim
Dados da obra
Escrito por Amyr Klink (1955 - )
Literatura brasileira
Dados desta edição
Editora Companhia das Letras, 308 págs.
Sobre o autor
Amyr Klink nasceu em São Paulo, em 1955. Formou-se em economia e administração, mas é conhecido por suas viagens ao redor do mundo. Navegador experiente, registrou em livro diversas de suas aventuras, como a travessia a remo do Oceano Atlântico (Cem dias entre céu e mar) e a expedição de quase dois anos entre a Antártica e o Ártico (Paratii: entre dois pólos).
Sinopse
A viagem relatada em Mar sem fim começa numa data curiosa: 31 de outubro de 1998, Dia das Bruxas. Foi nesse dia que Amyr Klink deixou a mulher, Marina, e as filhas em Paraty, decidido a realizar o grande projeto de sua vida: sua primeira volta ao mundo, realizada nas águas da Convergência Antártica - notável e precisa fronteira entre as águas frias do Norte e as águas geladas da Antártica. Ali estão os mares mais perigosos do planeta. Um percurso considerado um desafio, mesmo com os equipamentos sofisticados da navegação moderna. Amyr foi o primeiro a realizá-lo, navegando sozinho no veleiro Paratii.
Foram 141 dias no mar. Um verão inteiro viajando em latitudes onde o sol nunca se esconde, enfrentando um mar temperamental, às vezes extremamente violento, com períodos de nenhuma visibilidade, muito gelo, vento forte, e o tempo todo submetido a uma rotina que não permitia mais do que cinco horas de sono não contínuo por dia. Dezoito mil milhas navegadas, 12.240 das quais sem pisar em terra, e com muitos sustos, como quando por pouco não ocorre uma colisão entre o Paratii e um gigantesco iceberg. O réveillon de Amyr, em meio a uma tempestade aparentemente eterna, tem um sabor de pesadelo. E, ao mesmo tempo, o deslumbramento: miragens de ilhas, a visão de um cachalote e da rica fauna marinha.
Essa é a viagem que o leitor acompanha neste livro, que contém três cadernos especiais com 53 ilustrações da fauna da região, fotos, mapas da Antártica feitos especialmente para esta edição pelo artista plástico Sírio Cansado, e ainda desenhos do Paratii.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Ensaio Sobre a Cegueira
Dados da obra
Escrito por José Saramago (1922 – )
Literatura portuguesa
Dados desta edição
Editora Companhia das Letras, 312 págs.
Sobre o autor
José Saramago nasceu em 1922, na província do Ribatejo, em Portugal. Devido a dificuldades econômicas foi obrigado a interromper os estudos secundários, tendo a partir de então exercido diversas atividades profissionais: serralheiro mecânico, desenhista, funcionário público, editor, jornalista, entre outras. Seu primeiro livro foi publicado em 1947. A partir de 1976 passou a viver exclusivamente da literatura, primeiro como tradutor, depois como autor. Romancista, teatrólogo e poeta, em 1998 tornou-se o primeiro autor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura.
Sinopse
Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma "treva branca" que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas.
O Ensaio sobre a cegueira é a fantasia de um autor que nos faz lembrar "a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam". José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti.
Cada leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu: "uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos".
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
O Mundo de Sofia
Dados da obra
Escrito por Jostein Gaarder (1952 - )
Literatura norueguesa
Dados desta edição
Editora Companhia das Letras, 560 págs.
Tradução de João Azenha Jr.
Sobre o autor
Jostein Gaarder nasceu em 1952, na Noruega. Estudou filosofia, teologia e literatura, e foi professor durante dez anos. Estreou como escritor em 1986, tornando-se logo um dos autores de maior destaque em seu país. A partir de 1991, ganhou projeção internacional com O Mundo de Sofia, já traduzido para 42 línguas. Mora em Oslo, com a mulher e dois filhos.
Sinopse
Às vésperas de seu aniversário de quinze anos, Sofia Amundsen começa a receber bilhetes e cartões postais bastante estranhos. Os bilhetes são anônimos e perguntam a Sofia quem é ela e de onde vem o mundo em que vivemos. Os postais foram mandados do Líbano, por um major desconhecido, para uma tal de Hilde Knag, jovem que Sofia igualmente desconhece.
O mistério dos bilhetes e dos postais é o ponto de partida deste fascinante romance, que vem conquistando milhões de leitores em todos os países em que foi lançado. De capítulo em capítulo, de "lição" em "lição", o leitor é convidado a trilhar toda a história da filosofia ocidental - dos pré-socráticos aos pós-modernos -, ao mesmo tempo em que se vê envolvido por um intrigante thriller que toma um rumo muito surpreendente.
Prêmio Monteiro Lobato "A Melhor Tradução/Jovem" pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil - FNLIJ 1995
domingo, 27 de setembro de 2009
Ecce Homo
"Conheço minha sorte. Alguma vez o meu nome estará unido a algo gigantesco – de uma crise como jamais houve na Terra, a mais profunda colisão de consciência, de uma decisão tomada, mediante um conjuro, contra tudo o que até este momento se acreditou, se exigiu, se santificou. Eu não sou um homem, eu sou dinamite."
Dados da obra
Escrito por Friedrich Nietzsche (1844-1900)
Literatura alemã
Dados desta edição
Editora Companhia das Letras, 176 págs.
Tradução de Paulo César de Souza
Sobre o autor
Friedrich Nietzsche nasceu em Roecken, perto de Leipzig, Alemanha, em 1844. Durante dez anos foi professor de filologia clássica na Universidade da Basiléia, Suíça. Em 1872, publicou seu primeiro livro, O nascimento da tragédia. Escreveu mais treze obras de ensaios e aforismos, até o início de 1889, quando enlouqueceu. Deixou também milhares de páginas de anotações, publicadas postumamente. Um dos mais importantes filósofos do século XIX, exerceu (e continua a exercer) profunda influência sobre o pensamento e a literatura ocidentais. Morreu em 1900.
Sinopse
Em outubro de 1888, ao completar 44 anos de idade, Friedrich Nietzsche decidiu fazer um balanço de sua vida. Escreveu então Ecce homo, um dos mais belos livros da língua alemã, a obra mais singular jamais escrita por um filósofo.
Ecce homo não é uma simples autobiografia: é sobretudo confissão e interpretação, uma síntese inestimável da obra de Nietzsche e de seus conflitos. Um grande pensador, dos mais influentes de nossa época, fala apaixonadamente de suas influências, de sua paixão, de como surgiram suas obras, de seu modo de vida, de seus objetivos - e faz, assim, uma original e desconcertante introdução a si mesmo.
Considerando que Nietzsche o escreveu apenas algumas semanas antes de sofrer a perda completa da razão, Ecce homo é também sua última palavra, como filósofo, psicólogo e "anticristo".
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Despedida em Veneza
Dados da obra
Escrito por Louis Begley (1933 - )
Literatura americana
Dados desta edição
Editora Companhia das Letras, 224 págs.
Tradução de Anna Olga de Barros Barreto
Sobre o autor
Louis Begley Nasceu em 1933 na cidade de Stryj, então pertencente à Polônia. Em 1947, a família estabeleceu-se no Brooklyn, em Nova York. Depois de se graduar em Harvard em 1959, Begley atuou como advogado até se aposentar, em 2007. Entre os prêmios que recebeu, destacam-se o IrishTimes/Aer Lingus International Fiction Prize, o PEN/Hemingway Award, o Prix Médicis Étranger e o Konrad Adenauer Stiftung Literaturpreis.
Sinopse
Thomas Mistler, dono de uma bem-sucedida agência de publicidade, culto e requintado, é um genuíno self-made man; seus êxitos são em grande parte "independentes da circunstância, em si bastante agradável, de ter nascido [...] com uma colher de prata firmemente enfiada em sua boca". Surpreendido pela revelação de que está gravemente doente, encara a notícia como uma possibilidade de libertação: "Iria a Veneza. Era o único lugar no mundo onde nada o irritava".
Ali, cercado da arte que o emociona, Mistler reflete, com um certo desencanto e um toque de humor, sobre sua história: a herança conservadora, os negócios, as relações amorosas (duradouras ou fortuitas) a que não se entrega - a esposa, com quem se entedia; a fotógrafa ousada, de quem se serve e que se serve dele; a mulher reencontrada, que ele desejou tanto e que nunca o amou.
Com uma escrita sempre elegante, entre perspicaz e terna, Louis Begley nos faz acompanhar a história de um homem que se despede do seu tempo.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
A Mulher Que Escreveu a Bíblia
Dados da obra
Escrito por Moacyr Scliar (1937 - )
Literatura brasileira
Dados desta edição
Editora Companhia das Letras, 1999, 224 págs.
Sobre o autor
Moacyr Scliar nasceu em Porto Alegre em 1937. É autor de oitenta livros em vários gêneros: romance, conto, ensaio, crônica, ficção infanto-juvenil. Suas obras foram publicadas em mais de vinte países, com grande repercussão crítica. Recebeu numerosos prêmios, como o Jabuti (1988, 1993 e 2000), o APCA (1989) e o Casa de las Americas (1989). É colaborador em vários órgãos da imprensa no país e no exterior. Tem textos adaptados para o cinema, teatro, televisão e rádio, inclusive no exterior. É médico e membro da Academia Brasileira de Letras.
Sinopse
A mulher que escreveu a Bíblia é um pequeno romance em que se fundem as três maiores qualidades do gaúcho Moacyr Scliar: a imaginação, o humor e a fluência narrativa.
Ajudada por um ex-historiador que se converteu em "terapeuta de vidas passadas", uma mulher de hoje descobre que no século X antes de Cristo foi uma das setecentas esposas do rei Salomão - a mais feia de todas, mas a única capaz de ler e escrever. Encantado com essa habilidade inusitada, o soberano a encarrega de escrever a história da humanidade - e, em particular, a do povo judeu -, tarefa a que uma junta de escribas se dedica há anos sem sucesso.
Com uma linguagem que transita entre a elevada dicção bíblica e o mais baixo calão, a anônima redatora conta sua trajetória, desde o tempo em que não passava de uma personagem anônima, filha de um chefe tribal obscuro.
Moacyr Scliar recria o cotidiano da corte de Salomão e oferece novas versões de célebres episódios bíblicos. Em sua narrativa, repleta de malícia e irreverência, a sátira e a aventura são matizadas pela profunda simpatia do autor pelos excluídos de todas as épocas e lugares.
Prêmio Jabuti 2000 de Melhor Romance
terça-feira, 22 de setembro de 2009
As Intermitências da Morte
Dados da obra
Escrito por José Saramago (1922 - )
Literatura portuguesa
Dados desta edição
Editora Companhia das Letras, 208 págs.
Sobre o autor
José Saramago nasceu em 1922, na província do Ribatejo, em Portugal. Devido a dificuldades econômicas foi obrigado a interromper os estudos secundários, tendo a partir de então exercido diversas atividades profissionais: serralheiro mecânico, desenhista, funcionário público, editor, jornalista, entre outras. Seu primeiro livro foi publicado em 1947. A partir de 1976 passou a viver exclusivamente da literatura, primeiro como tradutor, depois como autor. Romancista, teatrólogo e poeta, em 1998 tornou-se o primeiro autor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel de Literatura.
Sinopse
"Não há nada no mundo mais nu que um esqueleto", escreve José Saramago diante da representação tradicional da morte. Só mesmo um grande romancista para desnudar ainda mais a terrível figura.
Apesar da fatalidade, a morte também tem seus caprichos. E foi nela que o primeiro escritor de língua portuguesa a receber o Prêmio Nobel da Literatura buscou o material para seu novo romance, As intermitências da morte. Cansada de ser detestada pela humanidade, a ossuda resolve suspender suas atividades. De repente, num certo país fabuloso, as pessoas simplesmente param de morrer. E o que no início provoca um verdadeiro clamor patriótico logo se revela um grave problema.
Idosos e doentes agonizam em seus leitos sem poder "passar desta para melhor". Os empresários do serviço funerário se vêem "brutalmente desprovidos da sua matéria-prima". Hospitais e asilos geriátricos enfrentam uma superlotação crônica, que não pára de aumentar. O negócio das companhias de seguros entra em crise. O primeiro-ministro não sabe o que fazer, enquanto o cardeal se desconsola, porque "sem morte não há ressurreição, e sem ressurreição não há igreja".
Um por um, ficam expostos os vínculos que ligam o Estado, as religiões e o cotidiano à mortalidade comum de todos os cidadãos. Mas, na sua intermitência, a morte pode a qualquer momento retomar os afazeres de sempre. Então, o que vai ser da nação já habituada ao caos da vida eterna?
Ao fim e ao cabo, a própria morte é o personagem principal desta "ainda que certa, inverídica história sobre as intermitências da morte". É o que basta para Saramago, misturando o bom humor e a amargura, tratar da vida e da condição humana.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
O Físico
Escrito por Noah Gordon (1926 - )
Publicado em 1986
Literatura americana
Dados desta edição
Editora Rocco, 596 págs.
Tradução de Aulyde Soares Rodrigues
Sinopse
O drama turbulento e, por vezes, divertido, de um homem dotado do poder quase místico de curar, que tem a obsessão de vencer a morte e a doença, é aqui contado desde o obscurantismo e a brutalidade do século XI na Inglaterra ao esplendor e sensualidade da Pérsia, detalhando a idade de ouro da civilização árabe e judaica.
A história começa quando Rob Cole, órfão, aprendiz de um barbeiro-cirurgião na Inglaterra, toma conhecimento da existência de uma escola extraordinária na Pérsia, onde um famoso físico leciona. Decidido a ir a seu encontro, descobre que o único problema estava no fato de que cristãos não tinham acesso às universidades muçulmanas durante as Cruzadas. A solução era Rob assumir a identidade de um judeu, ao mesmo tempo em que se envolvia com uma avalanche de fatos verdadeiramente impressionantes.
“Mais que uma recriação histórica magistral, aqui está também a história fantástica de uma vocação para a medicina. O romance de Noah Gordon recria o século XI de maneira tão eloqüente que o leitor é levado em suas centenas de páginas por uma onda gigantesca de autenticidade e imaginação” (Publishers Weekly)